Tabaco de Véia

só fuleiragem

Bloco "Os Cão" – Praia da Redinha / Natal-RN 15 de fevereiro de 2010

Arquivado em: Imagens — tabacodeveia @ 12:58

A Praia da Redinha é a área do carnaval mais popular e animado de Natal-RN. É onde o frevo e as marchinhas se encontram com a suingueira e todo mundo cai no samba – além de ser território dos blocos mais irreverentes da cidade.

Criado por um pescador chamado José Gabriel, mas conhecido como Zé Lambreta, o bloco Os cão tem como ideia principal a ida dos foliões até o mangue, onde se cobrem de lama para brincar a terça-feira de carnaval.

Entre os participantes existem casais, pessoas fantasiadas e até folião juntando lama para jogar na sogra. A tradição já dura mais de 50 anos, sempre na Praia da Redinha.


Como todos os anos, os foliões que participam da brincadeira chegaram logo cedo, por volta das 8h30 da manhã, para o mergulho na lama do mangue. Famílias inteiras — crianças, jovens e idosos — participam, e sem gastar nenhum tostão. Muitos dizem ser essa, inclusive, a chave do sucesso e longevidade da brincadeira, que já tem tanto tempo que poucos lembram quando começou.



O  “abadá” é de graça — confeccionado na hora e sob medida. “É só entrar ali (no mangue) e vestir”, diverte-se a foliona Maria dos Santos, fazendo troça das micaretas privadas.

Como ela, boa parte das pessoas que saíram nos Cão nesta terça-feira de carnaval participa da brincadeira já há alguns anos. Mas todo ano o “inferno” aumenta em quantidade de cão.

A dona de casa Geisa Tertuliano da Silva brincou pela primeira vez este ano. E também permitiu que as filhas, Evine, de 7 anos, e Isabela, de 5, também brincassem na companhia do pai.
“Elas sempre pediam para participar, mas eu tinha medo de que pegassem alguma doença”, disse Geisa.

Doença que nada! Carlos de Souza Coelho, o popular “Japão”, brinca todos os anos e diz que a lama do mangue faz é bem. “É um remédio, e sem contra-indicação”. Para quê? “Para a tristeza, pelo menos”. 

Ah, isso é. Pense numa turma disposta! E criativa. Para melhorar a caracterização, capa, rabo, chifres e tridentes, que também não precisa comprar. Podem ser feitos de galhos da vegetação do mangue mesmo.


A brincadeira entrou pela tarde, terminando, para muitos foliões, com um refrescante banho de mar. Outra farra igual, só no ano que vem. 



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